Copa do Mundo

Infantino desconhecia pedido de escolta em Vancouver

Fifa diz que presidente não tinha ciência de pedido de escolta A Federação Internacional de Futebol afirmou que seu presidente, […]

Fifa diz que presidente não tinha ciência de pedido de escolta

A Federação Internacional de Futebol afirmou que seu presidente, Gianni Infantino, não tinha conhecimento nem participou de qualquer solicitação às autoridades locais sobre transporte ou escolta policial em Vancouver, onde se inicia nesta quinta-feira o 76º Congresso da entidade.

A versão foi divulgada depois que a emissora canadense Global News BC publicou que dirigentes da Fifa teriam pedido às forças de segurança da cidade um comboio policial especial similar aos preparados para chefes de Estado ou para o Papa. Segundo a reportagem, o objetivo da medida seria permitir que um comboio se deslocasse sem interrupções de tráfego — um pedido que, segundo a emissora, foi rejeitado pelas autoridades locais.

Em resposta, um porta-voz da Fifa afirmou que o presidente não estava envolvido em quaisquer pedidos relativos ao seu transporte e segurança para o congresso. A entidade, contudo, não negou de forma explícita que a solicitação tenha sido feita por outros membros ou por delegados.

O comunicado também destacou que, de acordo com os procedimentos habituais para eventos dessa natureza, o Comitê Canadense para a Copa do Mundo de 2026 contatou autoridades locais para solicitar apoio logístico e de segurança destinado a delegados, convidados e demais participantes. A Fifa agradeceu o apoio das forças de segurança de Vancouver durante a semana.

A reportagem que originou a controvérsia baseou-se em fontes anônimas, segundo a Global News BC. Em seguida à circulação da notícia, o prefeito de Vancouver, Ken Sim, declarou que quaisquer medidas adotadas para o deslocamento seriam “apropriadas, prudentes e consistentes com a forma como Vancouver recebe grandes eventos internacionais” — posição que aponta para uma tentativa de conciliar segurança com a rotina urbana.

O episódio ganha relevância por ocorrer em um momento de grande visibilidade para a Fifa: além do congresso, Vancouver será sede de sete partidas da Copa do Mundo de 2026, o que aumenta a atenção sobre decisões de segurança e protocolo tomada entre organizadores, autoridades locais e a federação.

Fontes não identificadas pela emissora alegaram que o pedido visava tratamento diplomático ou logístico excepcional para o presidente da Fifa. Autoridades canadenses, conforme a mesma reportagem, teriam recusado conceder um bloqueio amplo de vias ou privilégios que interferissem no tráfego, optando por soluções de segurança compatíveis com as práticas da cidade.

Especialistas em protocolo e segurança consultados por veículos internacionais costumam destacar que pedidos de escolta diferenciada em grandes centros frequentemente exigem avaliação conjunta entre organizadores e polícia local, que pondera riscos, impacto no público e precedentes institucionais. A Fifa, por sua vez, limitou-se a reafirmar que questões de transporte e segurança seguem os arranjos pactuados com os anfitriões.

O tema deve permanecer em evidência durante o Congresso da Fifa, que reúne dirigentes e representantes do futebol mundial para deliberar sobre temas administrativos e preparativos finais para o Mundial. Até o momento, não há registro público de novas solicitações formais transmitidas ao governo municipal de Vancouver após a negação relatada.


Fonte: Folha de S.Paulo

COMPARTILHE

Bombando em Copa do Mundo

1

Copa do Mundo

Maiores artilheiros de Portugal em Copas do Mundo

2

Copa do Mundo

Aliado de Trump propõe Itália no lugar do Irã na Copa

3

Copa do Mundo

Fifa cria categoria ‘Frontal’ e aumenta preços de ingressos

4

Copa do Mundo

Kosovo enfrenta Turquia por vaga histórica na Copa

5

Copa do Mundo

Gana demite técnico a 73 dias da Copa do Mundo