
Lesão deixa Rodrygo de fora da Copa e do restante da temporada
Rodrygo, atacante do Real Madrid e um dos convocados para a seleção brasileira, sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco lateral do joelho direito durante a derrota por 1 a 0 para o Getafe, partida válida pelo Campeonato Espanhol disputada no dia 2 de março.
O jogador, de 25 anos, entrou no Santiago Bernabéu aos nove minutos do segundo tempo. Pouco tempo depois sentiu um desconforto intenso em uma disputa de bola, permaneceu em campo até o apito final, mas exames realizados pelos serviços médicos do clube confirmaram as rupturas.
O impacto imediato é a impossibilidade de Rodrygo disputar a Copa do Mundo, que começa em 11 de junho e se estende até 19 de julho de 2026. Especialistas consultados apontam um período de recuperação de, no mínimo, oito a nove meses, o que o deixa fora tanto das partidas finais do Real Madrid nesta temporada quanto do torneio com a seleção brasileira.
Em postagem nas redes sociais, o atacante demonstrou abatimento ao comentar a gravidade da lesão e o revés pessoal que representa ficar fora do Mundial, evento que ele já havia disputado em 2022. Colegas e personalidades do esporte reagiram com mensagens de apoio à sua publicação.
O diagnóstico médico e prognóstico
O clube divulgou comunicado informando a ruptura do LCA e do menisco lateral do joelho direito. Ortopedistas ouvidos explicam que a lesão do ligamento cruzado anterior é considerada uma das mais sérias no esporte de alto rendimento: o LCA atua como estabilizador da articulação, principalmente em movimentos de rotação, arrancadas e mudanças rápidas de direção, comuns no futebol.
Os especialistas descrevem cenário típico da lesão: sensação ou som de estalo no momento do trauma, dor aguda, inchaço rápido e sensação de instabilidade no joelho. Em função desses fatores, o retorno apressado aumenta o risco de nova lesão e comprometimento funcional a longo prazo.
Segundo avaliação de profissionais, embora haja relatos de retornos a partir do sexto mês em casos selecionados, a janela de segurança mais adotada hoje é de oito a nove meses antes de reinserir o jogador em competições de alto nível, para reduzir a chance de recidiva.
Repercussão na seleção e no clube
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamentou o ocorrido e informou que o departamento médico da seleção manteve contato com a equipe espanhola, colocando-se à disposição para colaborar com o tratamento e a reabilitação. A ausência de Rodrygo altera o planejamento ofensivo da seleção no Grupo C da Copa, que terá Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia.
No Real Madrid, o atacante vinha retornando de um período de afastamento por tendinite; na temporada 2025/26 havia disputado 27 partidas pelo clube, com três gols e quatro assistências. Desde que Carlo Ancelotti assumiu a seleção brasileira em junho passado, Rodrygo havia participado de quatro jogos, com dois gols na goleada sobre a Coreia do Sul e uma assistência contra o Senegal.
Consequências esportivas e perspectiva de recuperação
Além do impacto imediato no Mundial, a lesão impõe ao jogador uma rotina prolongada de cirurgia (quando indicada), fisioterapia e trabalho de fortalecimento muscular e propriocepção. A reabilitação envolve fases distintas: controle da inflamação, recuperação de amplitude de movimento, ganho de força e progressão para atividades específicas do futebol, sempre com testes funcionais antes da volta aos treinos com o grupo.
Do ponto de vista esportivo, o episódio também abre espaço para discussões sobre gestão de elenco na seleção e na temporada de clubes, bem como sobre prevenção de lesões e monitoramento de cargas de trabalho em atletas submetidos a calendários intensos.
Fonte: Folha de S.Paulo
