Outros esportes

Yamaha admite falta de potência no motor V4 de 2026

A semana de testes em Sepang deixou claro para a Yamaha que a nova M1 de 2026 tem qualidades de […]

A semana de testes em Sepang deixou claro para a Yamaha que a nova M1 de 2026 tem qualidades de chassi e equilíbrio, mas padece de desempenho em velocidade máxima devido ao motor V4. A marca japonesa terminou entre as mais lentas no primeiro ensaio da pré-temporada, ficando mais de um segundo atrás do melhor tempo entre as cinco fabricantes.

O programa foi ainda prejudicado por incidentes que forçaram limitações ao trabalho da fábrica: o piloto de ponta Fabio Quartararo sofreu fratura no dedo numa queda no primeiro dia e teve de encerrar sua participação para exames, enquanto problemas no motor levaram a equipa a interromper atividades por motivos de segurança durante a quarta-feira, quando tanto Quartararo quanto o estreante da Pramac, Toprak Razgatlioglu, foram afetados.

O gerente esportivo da Yamaha, Maio Meregalli, resumiu o diagnóstico feito pela equipe: a M1 “é pilotável” e apresenta bom balanço, porém ainda falta potência. Segundo Meregalli, o pacote geral não mostrou um comportamento desastroso, mas a área que exige evolução imediata é justamente a velocidade de motor.

Na visão de Gino Borsoi, chefe da Pramac, o quadro é semelhante: “Do ponto de vista do chassi, a moto é bastante competitiva e funciona muito bem. Está claro que ainda falta velocidade máxima, mas a Yamaha já está trabalhando nisso, então não estamos preocupados” — afirmou Borsoi, corroborando a leitura da fábrica sobre força e fraquezas da M1.

Além das limitações de desempenho, a marca encarou restrições logísticas: como o projeto V4 é recente, as equipes dispunham de número reduzido de peças e motores de reserva. Isso obrigou os pilotos a gerirem cuidadosamente as voltas planejadas, com o motor, por vezes, operado em modo de segurança para evitar falhas maiores. O piloto de testes Augusto Fernandez chegou a não conseguir explorar todo o potencial do protótipo por esse motivo.

Meregalli explicou que a Yamaha já havia calculado a quilometragem disponível para os testes de Sepang e Buriram e que a intenção era administrar o material para garantir participação em ambos os eventos. Mesmo assim, afirma a equipe, a maior parte da programação de Sepang foi cumprida, em parte graças ao ganho de rodagem obtido pela fabricante no teste anterior como parte do Grupo D do sistema de concessões.

Com o relatório técnico em mãos, a Yamaha trabalha agora numa especificação atualizada do motor para recuperar velocidade em linha reta. A montadora não divulgou ainda o prazo para a introdução dessa evolução — nem se ela estará pronta antes do próximo teste em Buriram — mas a prioridade é aumentar a potência sem comprometer a confiabilidade ou a segurança dos pilotos.

Enquanto isso, a fábrica pretende adiar alguns ajustes finos de acerto para o teste na Tailândia, mantendo o foco imediato em solucionar a carência de potência. A evolução do motor será determinante para a competitividade da M1 numa temporada em que adversários mostraram progresso significativo nas simulações de pré-temporada.


Fonte: Motorsport

COMPARTILHE

Bombando em Outros esportes

1

Outros esportes

Flamengo dispensa Isaquias Queiroz e encerra canoagem

2

Outros esportes

Núbia de Oliveira conquista pódio na 100ª São Silvestre novamente

3

Outros esportes

Pipe Bartz fala de expectativas para 2026 e relação com tio Rubens Barrichello

4

Outros esportes

Alexander Jacoby vence no Asian Le Mans Series em Sepang

5

Outros esportes

Arthur Leist conquista vitória na Super Final da Stock Car em Interlagos