
Na 100ª São Silvestre, Núbia de Oliveira alcançou novamente o terceiro lugar, igualando o resultado de 2024, ao completar o percurso em 52min42s, superando seu tempo anterior de 53min24s e sendo a melhor brasileira na competição.
Desempenho e evolução da atleta
A corredora de 23 anos, em sua quarta participação na prova, demonstrou evolução significativa. “Estou muito feliz com o resultado de hoje. Mostra que nosso trabalho está evoluindo muito. No ano passado, eu corri em 53 minutos e 24 segundos. Esse ano eu consegui correr em 52 minutos e 44 segundos, é o meu recorde. Então, de um ano para cá, melhorei muito”, declarou em entrevista.
“Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, afirmou Núbia de Oliveira, projetando o título no futuro. “Eu tenho 23 anos, ainda tenho pouca experiência, mas também já tenho uma bagagem boa de treinamento e é isso, é dar continuidade, estou muito feliz com o resultado, bem mais animada para voltar para casa e um dia voltar aqui para ser campeã”, completou.
Vitória tanzaniana e jejum brasileiro
A vencedora da 100ª São Silvestre, disputada na quarta-feira, 31, foi Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, com o tempo de 51min08s, em sua primeira participação, rompendo a sequência de vitórias quenianas desde 2016. A segunda colocada foi a queniana Cynthia Chemweno, com 52min31s.
A tanzaniana precisou ultrapassar Chemweno, que liderava inicialmente. “A Cynthia é uma excelente corredora. Não foi fácil manter a calma para ir atrás dela. Mas fico orgulhosa em representar o meu país e espero que no ano que vem [2026] seja ainda melhor”, disse Sisilia, que precisou de atendimento médico ao final devido ao calor.
O Brasil não vence a São Silvestre feminina há quase 20 anos, desde 2006, quando Lucélia Peres foi campeã.
Fonte: Jovem Pan
