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Treinador do Liverpool pede ações mais firmes contra racismo

Treinador do Liverpool pede ações mais firmes contra racismo O técnico do Liverpool, Arne Slot, afirmou que a resposta ao […]

Treinador do Liverpool pede ações mais firmes contra racismo

O técnico do Liverpool, Arne Slot, afirmou que a resposta ao racismo no futebol precisa ir além do emprego dos protocolos e das medidas já existentes, depois das acusações de que o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, teria sido alvo de um insulto racista por parte do jogador do Benfica Gianluca Prestianni.

Slot comentou o episódio em entrevista aos jornalistas antes da partida do Liverpool contra o Nottingham Forest pela Premier League, marcada para 22 de fevereiro. Para o treinador, a reação institucional durante o confronto entre Real e Benfica — que teve a partida paralisada por 11 minutos e seguiu o protocolo antirracismo da Fifa — foi apenas o primeiro passo.

“De modo geral, nunca se faz o suficiente, sempre se pode fazer mais para garantir que isso nunca volte a acontecer”, disse o técnico, segundo informações da Reuters, destacando que a comunidade do futebol deve tomar iniciativas próprias e imediatas sempre que houver indícios de abusos raciais. Slot também esperou que árbitros e jogadores atuem para abordar prontamente esse tipo de problema.

O caso ganhou repercussão após o duelo do Real Madrid contra o Benfica pelo playoff da Champions League, quando Vinícius denunciou ter sido atingido por um insulto racista. O clube português, o atleta apontado e o técnico José Mourinho negaram a acusação. A Uefa informou que abriu análise do episódio com base no relato e nas imagens, enquanto o Real Madrid já apresentou material que, segundo o clube, sustenta a denúncia.

O episódio reacendeu debates sobre a efetividade das ferramentas de combate ao racismo em estádios e sobre a necessidade de ações preventivas e educativas mais robustas. Especialistas e dirigentes vinham reforçando que protocolos de interrupção são importantes, mas insuficientes para alterar comportamentos racistas entre torcedores e, eventualmente, participantes do jogo.

Além do posicionamento sobre o tema, Slot também falou sobre a situação esportiva imediata do Liverpool. Em relação ao adversário do fim de semana, o Nottingham Forest, o treinador holandês apontou que a equipe do Forest terá um comando diferente desde a chegada do técnico português Vítor Pereira, contratado para substituir Sean Dyche. Slot ressaltou que a equipe inglesa terá entrado em campo recentemente sob nova direção, o que pode influenciar a formação e o desempenho.

O técnico do Liverpool confirmou que o lateral Jeremie Frimpong segue ausente, enquanto o zagueiro Joe Gomez está recuperado e disponível para iniciar a partida, se necessário. Slot também avaliou que o Liverpool evoluiu nas últimas semanas e atribuiu a melhora, entre outros fatores, ao condicionamento físico e ao aprimoramento nas bolas paradas. Na ocasião, o clube ocupava a sexta posição do campeonato, com 42 pontos em 26 jogos.

O Nottingham Forest estava em situação delicada na tabela: 17º colocado, apenas uma posição e três pontos acima do West Ham, que figurava na zona de rebaixamento. A combinação de temas — a crise institucional provocada pelas alegações de racismo na Europa e a rotina competitiva da Premier League — evidencia como o debate sobre intolerância se entrelaça ao calendário e às decisões dentro de campo.


Fonte: Folha de S.Paulo

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