Fórmula 1

Norris: ‘Precisamos melhorar o carro, não só o motor’

Norris aponta falhas no conjunto e pede evolução da McLaren Lando Norris, campeão mundial em título e piloto da McLaren, […]

Norris aponta falhas no conjunto e pede evolução da McLaren

Lando Norris, campeão mundial em título e piloto da McLaren, admitiu que o desempenho observado no GP da Austrália mostrou que a equipe precisa agir em múltiplas frentes para encurtar a distância para a Mercedes. Em declarações durante o dia de mídia do GP da China, em Xangai, o britânico afirmou que a análise pós-corrida em Melbourne deixou claro que o problema não é restrito à unidade de potência.

Após terminar em quinto na prova de abertura da temporada 2026, Norris disse que a equipe de Woking mapeou as razões do desempenho atrás das Flechas de Prata. Apesar da McLaren usar motores fornecidos pela Mercedes, e de haver debate entre equipes clientes sobre diferenças entre unidades de potência, o piloto ressalta que o déficit vem do pacote aerodinâmico e mecânico como um todo.

“Melbourne colocou muitos desafios específicos à unidade de potência; havia uma combinação de fatores que tornaram a pista particularmente exigente”, explicou Norris à imprensa. Ele espera que em Xangai — onde caracteristicamente as exigências ao motor e à aerodinâmica mudam — a situação seja mais favorável e permita à McLaren aproximar-se mais da concorrente alemã.

A avaliação do britânico indica que, além de buscar ganhos na entrega de potência, a equipe precisa continuar desenvolvendo a aerodinâmica, suspensão e acerto geral do carro. Fontes técnicas dentro do paddock reforçam que, em muitas pistas, o equilíbrio entre carga aerodinâmica e eficiência do motor será determinante para a ordem de chegada.

Norris também comentou a transformação no papel do piloto provocada pelas novas unidades de potência da era 2026. Segundo ele, não basta mais apenas “sentir” o comportamento do carro; é necessário gerir a forma como a unidade de potência é utilizada durante toda a volta, o que impõe um estilo de pilotagem diferente do passado.

“Hoje você não só pilota o chassi, você também pilota a unidade de potência”, disse, sintetizando a dificuldade de adaptação. Ele afirmou que a curva de aprendizagem é acentuada: o piloto precisa reaprender a extrair o máximo do conjunto, integrando estratégia de consumo de energia, modos de motor e gestão térmica à condução tradicional.

Essa mudança, avalia Norris, não diminui a importância do piloto, mas altera as competências que mais farão diferença em pista. Quem souber manejar corretamente os sistemas eletrificados e as opções de mapeamento da potência terá vantagem nas voltas e nas batalhas entre carros semelhantes.

Para a McLaren, a mensagem interna após Melbourne foi clara: manter a evolução em todas as áreas. A equipe trabalha em atualizações de curta e média distância, com foco em refinamentos aerodinâmicos e ajustes na integração entre motor e chassi. A expectativa é que medidas já previstas e ajustes de acerto reduzam parte do gap observado na abertura da temporada.

Em termos de campeonato, Norris reconhece que a Mercedes mostrou até agora um nível elevado de performance, mas aposta em uma disputa mais apertada conforme as pistas e as atualizações permitam às adversárias optimizar seus pacotes. Em Xangai, a McLaren procurará transformar análise técnica em resultados práticos, buscando posições melhores na classificação e mais ritmo em corrida.


Fonte: Motorsport.com

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