Fórmula 1

FIA diz que mudanças no regulamento não transformarão a F1

FIA vê alterações como evolução, não revolução A Federação Internacional de Automobilismo apresentou nesta semana um posicionamento claro sobre as […]

FIA vê alterações como evolução, não revolução

A Federação Internacional de Automobilismo apresentou nesta semana um posicionamento claro sobre as mudanças técnicas aprovadas recentemente para a Fórmula 1: trata‑se de um conjunto de ajustes destinados a melhorar aspectos específicos da categoria, e não de uma transformação radical do espetáculo.

As mudanças, anunciadas na segunda‑feira e com ratificação vista como formalidade, passam a valer a partir do Grande Prêmio de Miami. Entre os pontos técnicos mencionados pela Federação estão temas sensíveis como o chamado superclipping, sistemas de recuperação de energia e medidas relacionadas à segurança nas largadas. Apesar da abrangência, a expectativa oficial é de que a maioria do público note apenas diferenças pontuais.

O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou em vídeo divulgado pela entidade que as alterações devem ser entendidas como uma evolução do regulamento. Segundo ele, não há intenção — nem efeito técnico previsto — de alterar fundamentalmente aquilo que se vê na pista. Em vez disso, Tombazis indicou que as principais consequências práticas poderão surgir em momentos específicos, como as sessões de classificação, que devem ficar mais competitivas, e em detalhes captados por câmeras embarcadas ou pelo próprio ruído das unidades de potência.

O anúncio chega após uma pausa forçada no calendário, motivada por tensões internacionais entre Estados Unidos e Irã que resultaram no cancelamento de dois GPs em abril. Esse hiato acabou servindo como oportunidade para uma série de reuniões entre FIA, equipes e fabricantes de motores, nas quais as mudanças foram discutidas e aprovadas.

A entidade destacou a importância do diálogo e do consenso alcançado: a votação sobre as propostas foi unânime, segundo a FIA, e tanto as equipes quanto os fabricantes reafirmaram apoio à instituição pelo trabalho realizado. Tombazis ressaltou que os pilotos também se sentiram envolvidos no processo, um fator que a Federação espera ver refletido na percepção do público.

Em termos de capacidade técnica, a FIA lembrou que o esporte reúne uma grande força de desenvolvimento: 11 equipes e 5 fabricantes de motores representam dezenas de milhares de horas‑homem em engenharia. Tombazis citou como inevitável o contínuo ajuste e a busca de soluções por esses centros técnicos, afirmando que o regulamento é um documento vivo que precisa acompanhar a evolução tecnológica dos monopostos.

Outro ponto destacado pela Federação foi a escolha consciente de evitar medidas impostas de forma unilateral em nome da segurança — a abordagem preferida foi a negociação e o acordo coletivo. A mensagem central transmitida pela FIA foi a de estabilidade: as modificações visam corrigir e aperfeiçoar elementos do regulamento, não reiniciar a engenharia por trás dos carros.

Para os espectadores, a recomendação é moderar expectativas. As mudanças podem intensificar disputas na classificação e gerar pequenas diferenças em sons e imagens captadas durante as corridas, mas não devem provocar uma mudança visível e imediata no desenho global da competição. A ratificação formal, esperada como mera burocracia, dará sequência à implementação das medidas a partir do evento em Miami.


Fonte: Motorsport

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