Fórmula 1

Ferrari questiona ‘asa bifásica’ da Mercedes em Xangai

Pedido de esclarecimento após imagens nas redes A Ferrari solicitou à FIA que analise o comportamento da asa dianteira da […]

Engenheiro da Ferrari em um box de Miami, examinando uma peça leve do carro F1.

Engenheiro Ferrari em Miami, focando na otimização de peso do carro de F1 com peças mais leves.

Pedido de esclarecimento após imagens nas redes

A Ferrari solicitou à FIA que analise o comportamento da asa dianteira da Mercedes durante o Grande Prêmio da China, em Xangai, depois que imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram o componente fechando-se em dois momentos distintos ao término do chamado “modo reta”.

O recurso aerodinâmico — parte do pacote de asa móvel introduzido nesta era técnica da Fórmula 1 — foi visto em operação ao longo de todo o fim de semana do W17. Nos clipes que circularam, a asa parece fechar parcialmente num primeiro instante e completar o movimento num segundo, mais lento: por isso a peça passou a ser chamada por alguns observadores de “asa bifásica”.

Tempo de fechamento e suspeita de vantagem

Segundo reportagem do site Autoracer, citada em apurações da imprensa, o regulamento prevê que o movimento de fechamento da asa seja concluído em até 400 milissegundos. A medição — feita com base nas imagens publicadas online — indica que o processo observado nos carros da Mercedes teria levado cerca de 800 milissegundos, o dobro do tempo mencionado. Se confirmado, esse comportamento poderia alterar a eficácia do dispositivo ao fim da reta e conceder vantagem aerodinâmica nos metros finais antes da frenagem.

É importante ressaltar que o valor de 800 milissegundos não foi divulgado oficialmente por nenhuma das partes; trata-se de uma estimativa extraída de vídeos disponíveis publicamente.

Contexto técnico e desdobramentos

A Mercedes vive momento de destaque na temporada 2026: a equipe somou dobradinhas em duas etapas, com George Russell e Andrea Kimi Antonelli alternando vitórias. Ao mesmo tempo, a marca enfrenta discussões sobre a nova unidade de potência e a chamada taxa de compressão, outro tema que deve ter encaminhamento até o meio do ano, conforme apuração anterior da imprensa especializada.

O questionamento formal da Ferrari à FIA concentra-se exclusivamente no funcionamento da asa dianteira observado em Xangai e não implica, por enquanto, qualquer sanção ou conclusão por parte da entidade reguladora. Também não houve, até o momento da publicação, declaração pública oficial da Mercedes respondendo ao pedido de esclarecimentos.

O que pode decidir a FIA

Ao receber uma solicitação dessa natureza, a FIA costuma iniciar uma checagem técnica que pode incluir análise de telemetria, dados de sensores do próprio carro, inspeção dos componentes e revisão das imagens. Se a investigação confirmar uma infração técnica ou interpretação irregular do sistema, a entidade pode aplicar penalidades que variam conforme a gravidade, desde advertências até punições mais severas para equipe e pilotos. Caso não haja elementos suficientes, o caso pode ser arquivado.

Enquanto isso, rivalidades técnicas entre equipes em um campeonato apertado intensificam a atenção de torcedores e especialistas para detalhes de compliance e interpretação normativa. A discussão sobre a asa do W17 reforça como pequenas variações de funcionamento de sistemas ativos podem virar foco de disputas em pista e fora dela.

Nos próximos dias, a expectativa é por um posicionamento formal da FIA sobre o pedido da Ferrari e, possivelmente, por esclarecimentos técnicos por parte da Mercedes. Até que isso ocorra, as imagens seguirão sob escrutínio de engenheiros, jornalistas e fãs.


Fonte: Motorsport.com

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