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Verstappen alerta: Suzuka será bem diferente

Verstappen alerta: Suzuka será bem diferente Após o fim de semana frustrante na China, quando não somou pontos, Max Verstappen […]

Verstappen alerta: Suzuka será bem diferente

Após o fim de semana frustrante na China, quando não somou pontos, Max Verstappen chega a Suzuka ciente de que a prova japonesa terá dinâmica distinta em 2026. O tetracampeão atribui as diferenças sobretudo às alterações do regulamento técnico e a uma intervenção da FIA na forma como a energia elétrica pode ser utilizada durante a classificação.

A entidade limitou a recuperação disponível para a sessão decisiva: os pilotos terão à disposição apenas 8 MJ recuperáveis na volta de qualificação, contra 9 MJ utilizados nas etapas da Austrália e da China. A mudança foi pensada para que a fase classificatória reflita mais o desempenho a fundo e menos a gestão de bateria, mas Verstappen evita garantir efeitos imediatos.

“Não testei isso no simulador, então não posso dar uma resposta clara”, afirmou o piloto em entrevista concedida à imprensa. Ainda assim, ele espera que a redução em 1 MJ leve os carros a serem empurrados mais próximo do limite absoluto na busca por tempo, em vez de serem poupados por estratégia de energia.

Além da modificação pontual para a qualificação, Verstappen aponta que a sensação do carro em Suzuka já é marcadamente diferente em relação ao ano anterior por conta do novo regulamento técnico que norteia a temporada. Ele relatou que fez simulações para se familiarizar com o comportamento dos monopostos no traçado sinuoso e de alta exigência física e explicou que, em muitos pontos, a entrega de potência e a gestão do acelerador não se assemelham ao que os pilotos conheciam até 2025.

Essas mudanças têm impacto direto na pilotagem em curvas rápidas e sequências de alta velocidade — justamente as características que fazem de Suzuka um circuito exigente. Para Verstappen, o resultado é que em algumas áreas do traçado os pilotos já não podem explorar o limite absoluto do acelerador como antes, o que muda linhas, referências e confiança na saída das curvas.

Na avaliação do holandês, o carro da Red Bull para 2026, o RB22, ainda não alcançou desempenho para brigar consistentemente por vitórias, mas conserva potencial. A equipe e o piloto buscam entender especificamente o que não funcionou na corrida chinesa e trabalhar em soluções de curto prazo: ajustes de acerto, otimização de uso de energia e respostas para arrancadas, tema que tem sido foco de críticas à Red Bull nas últimas provas.

Verstappen também admitiu que há limitações ao que pode ser feito ao longo deste ano diante das regras em vigor. “Não há muito que se possa mudar este ano. Espero que haja mudanças maiores no ano que vem”, disse, sublinhando a necessidade de uma revisão mais ampla que permita recuperar sensações perdidas na pilotagem. Mesmo assim, vê na pequena redução de energia para a classificação uma possível ajuda, ainda que modesta.

Com a equipe analisando dados e aproveitando a pausa breve do calendário como oportunidade de reavaliação, a expectativa da Red Bull é voltar com soluções progressivas para as próximas etapas — a começar por Miami, segundo Verstappen. A prioridade imediata é extrair mais desempenho da unidade atual e entender as variáveis que levaram ao desempenho abaixo do esperado na China.

Em Suzuka, que historicamente recompensa setups equilibrados e pilotos capazes de sustentar altas velocidades por sequência, a combinação de regulamento revisado e limitação de energia promete entregar um fim de semana com respostas diferentes das vistas até aqui em 2026. Para Verstappen, é hora de adaptação rápida e trabalho minucioso para recuperar terreno no campeonato.


Fonte: Motorsport.com

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