Fórmula 1

Ferrari mira reduzir peso do carro para GP de Miami

Ferrari corre para recuperar peso e trará novidades em Miami A Ferrari pretende atacar o problema do excesso de quilogramas […]

Engenheiro da Ferrari em um box de Miami, examinando uma peça leve do carro F1.

Engenheiro Ferrari em Miami, focando na otimização de peso do carro de F1 com peças mais leves.

Ferrari corre para recuperar peso e trará novidades em Miami

A Ferrari pretende atacar o problema do excesso de quilogramas no conjunto do carro com um pacote de atualizações destinado ao GP de Miami, segundo apuração citada pelo AutoRacer.it. A estratégia do time de Maranello passa por peças mais leves e componentes mais finos para permitir trocas inteligentes e reduzir massa sem comprometer a integridade estrutural.

As novas peças prometem também evoluir um protótipo que já chegou a ser visto no paddock: uma pequena aleta transparente acoplada ao halo. Embora a FIA tenha considerado o item dentro das dimensões permitidas, a equipe não o utilizou nas primeiras provas porque ainda estava em fase de protótipo e precisa de refinamentos antes de entrar em pista de forma permanente.

Contexto regulatório e dificuldades iniciais

Para 2026, o regulamento definiu um peso mínimo dos monopostos em 768 kg. A transição para os carros menores e a nova arquitetura técnica deixou as equipes em uma corrida contra o tempo para alcançar esse patamar: segundo o material disponível, todos os times começaram a temporada acima do limite regulamentar e trabalham para eliminar o excedente.

No caso da Williams, a dificuldade foi tão grande que a equipe optou por não participar da primeira semana de testes em Barcelona por não estar pronta para a pista — reportagem apurou que o carro estava significativamente acima do peso previsto, problema que motivou a decisão de adiar trabalho de pista até ajustes importantes serem implementados.

Flagra de pesagem e diferenças entre carros

Um post em rede social na China trouxe números aparentemente contraditórios, mas relevantes: um fã que se aproximou da balança fotografou os dados de pesagem de alguns carros. O registro mostrava os monopostos sem o peso do piloto — fato ressaltado na própria publicação — e apontava diferenças entre rivais. Na foto, os valores eram:

McLaren: 697,5 kg
Red Bull: 716,5 kg
Ferrari: 698,5 kg
Alpine: 696,5 kg

Com esses números, a Red Bull aparece cerca de 20 kg mais pesada que McLaren, Ferrari e Alpine na pesagem sem piloto, o que pode representar uma margem relevante quando as equipes afinam acerto e distribuição de massa. É importante enfatizar que esses valores, conforme informado na publicação original, não incluem os pilotos, o que os torna incomparáveis diretamente ao limite de 768 kg definido pelo regulamento.

O que significam as diferenças de peso

Na prática, discrepâncias de massa entre os chassis — mesmo medidas sem o piloto — podem indicar escolhas de arquitetura, volumes de material e soluções aerodinâmicas que influenciam o centro de gravidade e o comportamento dinâmico do carro. Economizar peso em painéis, suportes e componentes auxiliares permite às equipes reequilibrarem o carro e, quando necessário, alocarem lastros para otimizar a distribuição.

A Ferrari aposta em substituir elementos por versões mais leves e finas para ganhar flexibilidade: além de reduzir massa bruta, a equipe busca localizações de lastro que melhorem tração e estabilidade em saídas de curva — ganhos que, somados, podem fazer diferença em circuitos de alta velocidade como Miami.

Próximos passos e incertezas

Com a corrida por redução de peso aberta, as próximas etapas da temporada serão decisivas para medir quem consegue equilibrar desempenho, confiabilidade e conformidade com as regras. A chegada do pacote da Ferrari em Miami será um termômetro para avaliar eficácia das soluções propostas; ao mesmo tempo, as leituras públicas de peso, mesmo que parciais, alimentam a comparação entre projetos e aceleram a resposta entre concorrentes.

Até que as equipes apresentem suas atualizações e passem por verificações oficiais, a fotografia de diferenças de massa serve como indicativo — e como lembrete de que, na Fórmula 1, cada quilo removido pode traduzir-se em centésimos por volta que fazem a diferença no grid.


Fonte: Motorsport

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