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Dorival: Corinthians pode ir além das copas

Dorival pede reforços e admite que Supercopa não basta Após a conquista da Supercopa, o técnico Dorival Júnior avaliou que […]

Dorival pede reforços e admite que Supercopa não basta

Após a conquista da Supercopa, o técnico Dorival Júnior avaliou que o Corinthians tem repertório para brigar por títulos em diferentes frentes, mas advertiu que a vitória isolada não garante tranquilidade para a temporada. Segundo o treinador, o clube precisa acelerar a montagem de um elenco mais qualificado para não correr riscos ao longo do ano.

“Temos um grupo forte, mas precisamos nos compor rapidamente”, afirmou Dorival ao explicar que, diante de um calendário apertado e adversários reforçados, a manutenção do nível competitivo depende de contratações que preencham lacunas específicas do elenco.

O chefe do elenco fez questão de relativizar o alívio gerado pela taça: mesmo com os dois títulos recentes, ele disse que não há garantia de que 2026 será melhor que 2025 se o clube não souber acompanhar as demandas de um Brasileirão em andamento e competições paralelas. Por isso, pediu atenção da diretoria para identificar e acertar reforços com rapidez.

Prioridades do departamento de futebol e critério nas contratações

Dorival detalhou o processo de avaliação de possíveis reforços: a diretoria e a equipe de análise filtram nomes, apresentam opções e só então a comissão técnica decide por aqueles que se encaixam tecnicamente e financeiramente. O objetivo é errar o mínimo possível, reconhecendo, porém, que não existe garantia absoluta sobre o rendimento de um atleta.

O treinador também destacou a necessidade de planejamento para o mercado: nos próximos meses o Corinthians terá de decidir quem estará pronto para ser vendido, equilibrando receita e competitividade sem comprometer o rendimento imediato.

Base, lesões e peças em negociação

Na sequência de jogos, Dorival lembrou que tem trabalhado com mescla entre base e profissionais: em um dos compromissos recentes, a equipe treinou com 12 jogadores vindos das categorias de base, uma aposta que o técnico disse valorizar. Ainda assim, ressaltou a importância de dirigentes trazerem peças experientes para dar suporte aos jovens.

Sobre casos específicos do elenco, o treinador comentou que a situação de Martínez — isolado por um problema de passaporte após a viagem à Venezuela — prejudica porque o jogador ocupa função defensiva em um plantel já enxuto. Também mencionou a possível volta de Angileri, que precisará ser integrado; o processo estaria avançado, mas sem definição final.

Visão tática e desenvolvimento de jogadores

Dorival explicou escolhas táticas adotadas na Supercopa, como marcações individuais e variações de comportamento, e elogiou a adaptação da equipe. Falou ainda do desenvolvimento de André — promovido com cuidado após volta de lesão — e da expectativa de ver Garro e Bidon juntos quando as circunstâncias permitirem.

O treinador endossou a preparação da comissão técnica, citando o trabalho de Lucas Silvestre, que o acompanha desde 2010 e hoje tem papel central na montagem de treinos e plano de jogo. Dorival elogiou o preparo do auxiliar e manifestou confiança em sua capacidade para seguir carreira como técnico no futuro.

Legado e relações com o futebol

Além de assuntos práticos, Dorival refletiu sobre críticas que sofreu no passado, inclusive em relação à seleção, e sobre sua trajetória como profissional. Reafirmou o desejo de ser lembrado pelo trabalho e pelo desenvolvimento de atletas, não apenas por resultados, e deixou claro que continuará cobrando evolução do elenco para transformar conquistas em um projeto sustentado.


Fonte: Notícias ao Minuto

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