
Desafio em altitude volta a preocupar Corinthians antes de duelo na Libertadores
O Corinthians desembarca em Bogotá para enfrentar o Independiente Santa Fe pela quarta rodada do Grupo E da Libertadores com um velho problema à vista: o rendimento em partidas oficiais disputadas em cidades acima de 2.000 metros de altitude. Levantamento sobre esses confrontos mostra que o clube paulista tem desempenho modesto e busca reagir fora de casa.
Considerando exclusivamente jogos oficiais realizados em estádios situados acima dos 2.000 m, o Timão participou de 16 partidas. Dessas, conquistou 5 vitórias, somou 7 empates e sofreu 4 derrotas, totalizando um aproveitamento de aproximadamente 45,83%. No período foram anotados 18 gols a favor e 16 gols contra.
A última vitória do Corinthians nessas condições aconteceu em 2016, quando a equipe venceu o Cobresal, do Chile, por 1 a 0 — o gol da partida foi contra. Desde então a equipe não conseguiu triunfar em campos de elevada altitude: vieram quatro empates seguidos e, mais recentemente, duas derrotas pesadas, diante do Always Ready, na Libertadores de 2022, e do Independiente del Valle, em 2023.
O reencontro com o Independiente Santa Fe traz ainda lembranças de partidas no Estádio El Campín. Em Bogotá, o histórico entre as equipes registra quatro jogos oficiais, com o Corinthians somando duas vitórias e dois empates. O confronto mais recente no local, válido pela edição de 2016 da Libertadores, terminou 1 a 1.
Além das estatísticas históricas, o contexto atual do torneio adiciona importância ao resultado. O Corinthians lidera o Grupo E com campanha perfeita: três vitórias em três jogos e nove pontos, posição que o clube quer manter ao término da rodada em Bogotá. Na chave, Platense aparece logo atrás com seis pontos, enquanto Peñarol e Santa Fe acumulam apenas um ponto cada.
Do ponto de vista técnico e físico, partidas em altitude costumam implicar em adaptações: redução da capacidade aeróbica, maior fadiga e mudanças na dinâmica de jogo que exigem preparo específico. Em edições anteriores, adversários que exploraram essas circunstâncias conseguiram vantagem, e o Corinthians tem buscado formas de mitigar o impacto, seja por ajustes táticos, rotinas de recuperação e cuidados na logística das viagens.
O retrospecto detalhado dos confrontos oficiais em cidades acima de 2.000 metros inclui partidas distribuídas entre as décadas de 1970 e 2020, com adversários de diferentes países andinos. Nomes e resultados marcantes do levantamento apontam jogos contra El Nacional e Deportivo Cuenca (1977), times bolivianos e equatorianos nas décadas seguintes, além dos episódios já citados na última década, quando o clube viajou com elencos renovados e enfrentou dificuldades para manter o padrão de desempenho habitual em nível do mar.
Para a partida em Bogotá, além da preocupação com a altitude, a comissão técnica também leva em conta a sequência de compromissos e o quadro de atletas relacionados. A combinação entre manter o equilíbrio defensivo e buscar soluções rápidas no ataque será determinante para que o Corinthians consiga outro resultado positivo longe da base de preparação em São Paulo.
Seja pela vantagem no grupo ou pela necessidade de somar pontos fora de casa, o Timão entra em campo com a missão de melhorar números históricos que, até aqui, mostram mais empates do que vitórias quando o adversário e o palco impõem a altitude como fator decisivo.
Fonte: Meu Timão
