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Corinthians reabre contas de 2024 após R$ 294 mil sumirem

Diretoria decide revisar balanço de 2024 após auditoria interna A diretoria do Corinthians, presidida por Osmar Stabile, iniciou o processo […]

Diretoria decide revisar balanço de 2024 após auditoria interna

A diretoria do Corinthians, presidida por Osmar Stabile, iniciou o processo de reanálise das demonstrações financeiras referentes a 2024 depois que uma auditoria interna identificou uma inconsistência de R$ 294 mil em valores não conciliados no caixa do clube. Segundo apurado, a diferença corresponde a lançamentos do período entre 17 de janeiro e 11 de julho de 2025.

O trabalho de conferência das movimentações começou logo após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo — que foi afastado em maio e destituído oficialmente em agosto do ano passado — e busca esclarecer se saques classificados como “fluxo de caixa pequeno” ocorreram antes da mudança de gestão. O clube informou que adotará todas as medidas judiciais e administrativas necessárias para apurar os fatos.

As contas referentes ao primeiro ano da gestão de Augusto Melo já foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo em reunião no final de abril. Relatórios de órgãos fiscalizadores apontaram divergências significativas: o Conselho de Orientação (Cori) recomendou a rejeição do balanço após identificar um aumento de R$ 829 milhões no passivo total, número que contrasta com os cerca de R$ 600 milhões apresentados pelo clube. O Conselho Fiscal também opinou, por unanimidade, pela reprovação.

Com uma dívida global que se aproxima de R$ 3 bilhões, o mês de abril tem caráter decisivo para a atual gestão. Pela Lei Geral do Esporte (LGE), clubes das Séries A e B devem aprovar e publicar suas demonstrações financeiras até o dia 30 de abril. A eventual rejeição das contas pelo Cori ou pelo Conselho Deliberativo pode desencadear processos internos que incluem pedido de impeachment, declaração de inelegibilidade e até afastamento imediato de dirigentes.

Compromissos financeiros de abril e impactos no caixa

Além da necessidade de esclarecer a inconsistência detectada, a diretoria precisa honrar compromissos previstos para abril. Entre eles estão parcelas relativas ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

No caso do RCE, a parcela que vence neste ano corresponde à segunda prestação do acordo. No primeiro ano do plano, 4% das receitas recorrentes do clube são destinadas ao cumprimento do acordo, percentual que sobe para 5% no segundo ano e para 6% a partir do terceiro. Essa retenção sobre receitas como direitos de transmissão e patrocínios representa cerca de R$ 2,3 milhões mensais no fluxo de caixa corinthiano.

Quanto à CNRD, está prevista para até o dia 17 de abril a quitação da quarta parcela trimestral, em valor aproximado de R$ 7,2 milhões. O clube já se antecipou em prestações anteriores para encerrar um “transfer ban” no órgão, depois de atrasos nas duas primeiras parcelas. No total, o compromisso com a CNRD soma cerca de R$ 76 milhões.

O reexame das demonstrações de 2024 visa tanto explicar a origem da diferença de R$ 294 mil quanto verificar se outras irregularidades financeiras pré-existiam. A atual gestão afirma que fará a reconciliação dos valores e determinará responsabilidades administrativas e judiciais, se for o caso.


Fonte: Meu Timão

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