Fórmula 1

Ferrari pode pedir autorização da FIA para atualizar motor

Por que a Ferrari pode recorrer ao ADUO A mudança profunda no regulamento de 2026, que introduziu uma unidade de […]

Engenheiro da Ferrari examinando motor em bancada de testes, com dados técnicos. Imagem de engenharia de alta precisão.

Um engenheiro da Ferrari examina um motor em seu laboratório, buscando otimização para o regime ADUO.

Por que a Ferrari pode recorrer ao ADUO

A mudança profunda no regulamento de 2026, que introduziu uma unidade de potência híbrida com maior integração entre motor a combustão e sistemas elétricos, criou um mecanismo excepcional da FIA para garantir competitividade: o ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities). A ferramenta permite que fabricantes considerados mais fracos — que apresentem desempenho entre 2% e 4% abaixo da unidade de potência de referência — solicitem autorizações para modificar componentes selecionados mesmo após a homologação.

Como funciona o ADUO

A regra prevê análises periódicas a cada seis corridas. Em cada janela, a FIA escolhe uma das montadoras dentro do grupo de desempenho inferior para autorizar mudanças limitadas no projeto do motor, com foco no motor a combustão (ICE). A norma é clara ao vedar refazer o desenho completo de uma peça: as intervenções têm caráter pontual, destinadas a reduzir uma diferença verificável no grid sem permitir desenvolvimento livre e ilimitado.

Contexto da Ferrari em 2026

No início da temporada, a Ferrari tem sido apontada como a segunda força do grid, atrás apenas da Mercedes, com resultados notáveis — três pódios e uma dobradinha na sprint da China. Ainda assim, reportagens da imprensa especializada indicam um déficit de potência que poderia justificar um pedido ao mecanismo extraordinário.

Segundo apuração do Motorsport.com Italia citada pela reportagem original, a unidade de potência da Ferrari estaria cerca de 20 a 25 cavalos de potência atrás do motor da Mercedes. Esse número, se confirmado nas avaliações da FIA, seria suficiente para enquadrar a montadora na margem que abre a possibilidade de utilização do ADUO.

Possíveis efeitos e calendário de atualizações

Caso a FIA aprove a solicitação, a equipe de Maranello teria uma janela para implementar alterações restritas. A matéria informa que uma atualização poderia ser vista já em Barcelona, em meados de junho — o que indicaria que o pedido e a avaliação precisariam ocorrer nas próximas janelas de análise. Além disso, mudanças na gestão de energia foram apontadas como esperadas para Miami, com o objetivo de aproximar o desempenho ao nível da Mercedes.

Uma alteração prática no calendário também afeta a contagem das janelas do ADUO: com o cancelamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, a FIA decidiu que o GP de Miami não será mais considerado a sexta etapa do ano, o que altera a ordem das janelas de avaliação a cada seis corridas e, por consequência, os prazos para solicitações e implementações.

Limites e riscos

O mecanismo foi desenhado para equilibrar competição sem permitir um desenvolvimento irrestrito que burlasse o espírito da homologação. Assim, mesmo que a Ferrari consiga autorização, as alterações terão escopo limitado e deverão ser justificadas tecnicamente perante a FIA. A seleção da montadora beneficiada a cada janela também é discricionária: entre os que estiverem abaixo do patamar de referência, uma será escolhida para executar modificações pontuais.

Na prática, a disponibilidade do ADUO dá à Ferrari uma via institucional para tentar reduzir um gap de potência apontado pelas análises externas. A efetividade de qualquer ajuste dependerá não só da aprovação normativa, mas da capacidade do time em transformar ganhos de motor em desempenho real na pista, sem comprometer confiabilidade ou os demais sistemas híbridos do carro.


Fonte: Motorsport.com

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