Fórmula 1

F1: Fabricantes pedem revisão na medição da compressão

Pressão por mudança Na reunião do Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC) realizada em 5 de fevereiro, montadoras rivais […]

Pressão por mudança

Na reunião do Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC) realizada em 5 de fevereiro, montadoras rivais intensificaram a pressão sobre a FIA e a Mercedes para alterar a forma como a taxa de compressão dos motores de Fórmula 1 é verificada.

Segundo apuração do Motorsport.com, Audi, Ferrari e Honda lideraram a iniciativa que busca ajustar o procedimento de medição. A principal proposta em discussão é que a verificação passe a ser feita com a máquina de ensaio em temperatura de funcionamento — ou seja, “quente” — em vez da medição em temperatura ambiente prevista atualmente no regulamento.

Por que a mudança importa

Defensores da revisão alegam que medir a taxa de compressão com a unidade de potência na condição térmica de operação tornaria o procedimento mais representativo do desempenho real do motor em pista e evitaria possíveis artifícios de engenharia que possam criar vantagens significativas no tempo de volta. Para fabricantes adversários da Mercedes, essa alteração poderia reduzir ou eliminar um mecanismo que teria favorecido a marca alemã para 2026.

Quem tem votos e qual o prazo

Qualquer alteração exige maioria: conforme descrito na reunião, é preciso o acordo de quatro dos cinco fabricantes de unidades de potência, além da FIA e da F1. Nesse contexto, a posição da Red Bull Ford Powertrains torna‑se determinante. Embora a Red Bull tenha sido mencionada anteriormente em matérias sobre brechas semelhantes, fontes indicam que o time pode ter mudado de lado e apoiar a mudança proposta por Audi, Ferrari e Honda.

A postura oficial da FIA permanece cautelosa. Um porta‑voz informou que o tema ainda está sendo debatido internamente e que não há atualização pública imediata. A federação inicialmente não havia identificado necessidade de intervenção, mas a discussão no PUAC sinalizou que essa avaliação pode evoluir.

Impacto operacional e cronograma apertado

Uma eventual revisão no procedimento de medição tem implicações técnicas e temporais relevantes. Os motores de 2026 têm data de homologação marcada para 1º de março, o que deixa margem muito curta para mudanças de projeto ou para que equipes e fornecedores adaptem componentes do bloco, câmara de combustão ou processos de fabrico. Alterações nessa fase tipicamente exigem tempo e recursos significativos, o que limita as opções práticas caso a nova regra seja aprovada tardiamente.

Consequências esportivas

Além dos impactos técnicos, a mudança no método de medição pode afetar o equilíbrio competitivo da temporada de estreia da nova era de motores. Se confirmada a medição com a máquina quente e se ela reduzir o efeito do mecanismo questionado, equipes clientes da Mercedes poderiam perder ganhos esperados, enquanto rivais que apoiam a revisão enxergam a medida como necessária para garantir igualdade de condições.

Ao término da reunião do PUAC não houve decisão final. O processo seguirá conforme os trâmites estatutários, com a necessidade de consenso entre fornecedores e as entidades reguladoras. Até que uma posição formal da FIA ou da F1 seja divulgada, fabricantes e equipes terão que conviver com a incerteza sobre regras que podem interferir diretamente na preparação dos motores para a homologação.


Fonte: UOL

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