
Domenicali diz que F1 está preparada para a substituição de duas estrelas
O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria tem capacidade para “absorver” uma eventual aposentadoria de Lewis Hamilton ou Fernando Alonso, mesmo reconhecendo o papel de ambos como figuras centrais do automobilismo mundial.
Em entrevista citada pela imprensa especializada, Domenicali ressaltou que os dois pilotos são “gigantes” do esporte e ativos importantes para a categoria, mas colocou em perspectiva a resiliência e a atratividade contínua da F1 independentemente de mudanças no grid. Segundo ele, a chegada de novos nomes já tem mostrado impacto imediato entre torcedores mais jovens.
O dirigente lembrou que tanto Hamilton, de 41 anos e agora na sua segunda temporada pela Ferrari, quanto Alonso, de 44 anos e atualmente na Aston Martin, enfrentaram desafios recentes — com Hamilton vindo de um ano difícil em 2025 e Alonso lidando com um início de temporada complicado nos testes prévias — o que alimentou especulações sobre o futuro de ambos.
Domenicali rejeitou a ideia de que a possível saída dos dois representaria um colapso para a categoria: ele disse ter dúvidas de que eles realmente se aposentem neste ano, destacando a capacidade de pilotos veteranos de prolongar a carreira quando encontram a combinação adequada entre carro e equipe. “Eles são lutadores”, afirmou, ao indicar que um pacote competitivo poderia mantê‑los no grid por mais tempo.
O CEO também abordou a dinâmica de público: para além da presença de nomes consagrados, a Fórmula 1 tem observado uma mudança geracional no engajamento, com pilotos mais jovens atraindo a atenção de adolescentes por meios de comunicação e plataformas digitais diferentes das que predominavam há uma década. Para Domenicali, essa transformação na forma de conectar fãs torna a transição de ídolos menos traumática do ponto de vista de audiência.
Além disso, o comentário de Domenicali foi feito no contexto de uma temporada que promete mudanças importantes nos regulamentos técnicos, um tema que tem gerado debate entre pilotos e equipes. A incerteza sobre a nova era dos carros de 2026 veio acompanhada de perguntas sobre como essas mudanças podem influenciar decisões de carreira de veteranos e o espetáculo em pista.
Embora reconheça o valor histórico e comercial de Hamilton e Alonso, Domenicali concluiu dizendo que, caso a aposentadoria venha a ocorrer — algo em que ele disse não acreditar — a própria estrutura do esporte e a capacidade de novos talentos se conectarem com o público devem assegurar a continuidade do interesse em corridas e campeonatos.
O comentário ganha relevância pelo perfil dos pilotos em questão: Hamilton é um dos nomes mais reconhecidos globalmente do esporte a motor, enquanto Alonso é o piloto mais experiente do grid. A combinação entre legado, competitividade e escolhas fora da pista (patrocínios, presença em redes sociais e iniciativas pessoais) torna o tema da aposentadoria um assunto que ultrapassa a esfera esportiva e alcança dimensões de marketing e imagem.
Na prática, a avaliação de Domenicali reforça uma aposta institucional: a Fórmula 1 busca equilibrar a valorização de estrelas estabelecidas com a promoção de novos rostos, ao mesmo tempo em que administra mudanças técnicas que podem remodelar a ordem das equipes e as trajetórias dos pilotos.
Fonte: Motorsport.com
