
Botafogo perde por 1 a 0 para o Nacional Potosí e cede vantagem
O Botafogo saiu derrotado por 1 a 0 para o Nacional Potosí nesta terça-feira, em partida de ida da 2ª fase preliminar da Copa Libertadores. Jogada em altitude aproximada de 4 mil metros, no Estádio Víctor Ugarte, a partida foi marcada pelo domínio territorial dos bolivianos, eficiência na bola parada e várias chances claras desperdiçadas pelos cariocas.
Baldomar foi o nome do jogo ao marcar o único gol do duelo no início do segundo tempo, aproveitando cruzamento em cobrança de escanteio para cabecear e superar o goleiro Léo Linck. Antes do tento, Baldomar já havia assustado com uma cabeçada que acertou a trave ainda no primeiro tempo.
O Potosí adotou postura agressiva, pressionando a saída de bola do Botafogo e explorando as laterais em velocidade. Ainda na etapa inicial, o time da casa criou as melhores chances nos primeiros 20 minutos: um chute de Otormín exigiu defesa de Linck e Solís quase abriu o placar ao aproveitar desvio da defesa, erguendo perigo à meta alvinegra.
O Botafogo tentou se manter compacto e controlar o ritmo, mas sofreu com a rapidez das trocas de passes adversárias e com imprecisão no passe. Mesmo assim, a equipe carioca teve oportunidades claras antes do intervalo. Em uma delas, Barrera concluiu uma bela jogada iniciada por Montoro, finalizando por cima; em outra, Matheus Martins recebeu nas costas da zaga e, cara a cara com o goleiro, exagerou na finalização e perdeu chance flagrante.
No começo do segundo tempo, o Potosí foi eficiente e abriu o placar a partir de uma jogada trabalhada na bola parada: após escanteio curto, Rojas cruzou para Baldomar, que cabeceou livre no meio da área e fez 1 a 0. O gol expôs a vulnerabilidade do Botafogo em lances de bola parada, um aspecto explorado pelo rival durante toda a partida.
A resposta alvinegra trouxe novos lances de gol perdidos. Em um dos principais momentos, Wallace Davi lançou para Vitinho, que progrediu pela direita e cruzou; Montoro apareceu livre, com a goleira praticamente escancarada, mas acertou a trave. Esse lance sintetizou a noite de desatenção ofensiva da equipe carioca: oportunidades criadas, porém sem eficiência na finalização.
Com o passar do tempo, o ritmo da partida diminuiu e o Botafogo não conseguiu pressionar com intensidade suficiente para reverter o placar. Os equatorianos… desculpe, os bolivianos souberam administrar a vantagem e fechar espaços, obrigando os visitantes a trocarem muitos passes na periferia da área sem conseguir o chute decisivo.
Além dos nomes já citados, a atuação defensiva de Potosí conteve as investidas do time brasileiro, que viu os erros técnicos — reflexo talvez da altitude e do desgaste físico — aumentarem na segunda metade do jogo. O resultado deixa o Botafogo numa situação delicada para a partida de volta.
A decisão será na próxima quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, com início previsto às 21h30 (horário de Brasília). Para avançar à 3ª fase preliminar da Libertadores, o Botafogo precisa de uma vitória em casa; uma igualdade no placar levará o confronto para critérios que ainda dependem do regulamento da competição.
O revés em Potosí coloca pressão sobre a comissão técnica e o elenco, que agora terão pouco tempo para ajustar a precisão nas finalizações e a organização defensiva em bolas paradas. A dificuldade em converter chances claras em gols foi o principal fator que custou a partida fora de casa.
Na perspectiva do clube carioca, a tarefa é recuperar confiança e efetividade ofensiva: transformar a posse e as aproximações em finalizações certas e concentradas será determinante para reverter a vantagem adversária diante de sua torcida no Nilton Santos.
Fonte: Notícias ao Minuto
