
Árbitro do Olympia elogia evolução nas poses de Ramon Dino
O árbitro da IFBB Pro League e do Olympia, Terrick El Guindy, reconheceu a evolução técnica nas poses de Ramon Dino e afirmou que o fisiculturista brasileiro figura hoje entre os melhores do mundo nesse quesito. Em vídeo publicado no canal da patrocinadora Max Titanium, El Guindy avaliou que a apresentação de Ramon, ponto historicamente criticado, sofreu mudanças significativas na última temporada.
Segundo o juiz internacional, a transformação no conjunto de poses do atleta foi determinante para a sua performance na categoria Classic Physique. El Guindy chegou a comparar o nível atual de Ramon ao de concorrentes de elite, afirmando que o brasileiro, em termos de rendição nas poses, já supera nomes que vinham à frente dele no passado e que agora precisarão promover ajustes para recuperar vantagem nas competições.
O comentário do árbitro ocorre no contexto da trajetória de Ramon desde o início de 2025, quando passou a trabalhar com o treinador de poses André Carlos Pierin, conhecido como Pajé. Pierin, que atua também como árbitro e diretor de arbitragem da NBF Brasil, foi contratado em fevereiro do ano passado para trabalhar especificamente os detalhes das apresentações do acriano.
Com a nova orientação de poses, Ramon avançou de uma colocação fora do pódio para o título máximo da categoria: venceu o Olympia 2025 na Classic Physique. A vitória, mencionada por El Guindy e lembrada por comentaristas do esporte, destacou a importância da combinação entre desenvolvimento muscular, simetria e, sobretudo, a capacidade de expor essas qualidades por meio de poses precisas e impactantes.
Especialistas e júris cobram, há anos, que atletas de alta performance equilibrem preparo físico e arte da apresentação. No caso de Ramon, a mudança foi fruto de um trabalho técnico dirigido, com foco em alinhamento, transições e ênfase nas linhas corporais que os juízes valorizam. Pierin, na condição de treinador e juiz, trouxe ao processo uma visão prática sobre o que é pontuado em nível profissional.
El Guindy, ao comentar a evolução, também fez referência a rivais diretos da categoria. A menção a adversários, usada para dimensionar a melhora do brasileiro, sugere que a disputa pela liderança na Classic Physique seguirá acirrada. Conforme observou o árbitro, concorrentes históricos precisarão evoluir em pontos específicos — entre eles, o aspecto performático das poses — para reverter resultados em edições futuras.
Para o mercado do fisiculturismo, o caso de Ramon Dino reforça uma tendência: conquistas importantes dependem cada vez mais de equipes multidisciplinares em que treinadores de força, técnicos de estética e especialistas em pose trabalham de forma integrada. A transformação de um detalhe técnico em vantagem competitiva ilustra como pequenas diferenças na apresentação podem alterar a avaliação dos juízes e, consequentemente, o desfecho das competições.
Ramon, natural do Acre, tornou-se referência na Classic Physique após assumir o título no Olympia 2025. A projeção do atleta agora inclui a expectativa de manter o nível de apresentações e responder à pressão de rivais que buscarão ajustes para recuperar posições no ranking mundial.
Fonte: Folha de S.Paulo
